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Clareando Idéias
 


ERRATA

Para quem se interessou pela palestra/noite de autógrafos do Keen em SP, segue correção. Não é na Fradique Coutinho e sim na Alameda Lorena. Pequena observação nostálgica e saudosa: foi-se o tempo em que as Universidades aproveitavam a presença de figuras como essa e organizavam encontros com os alunos sem o intuito de vender livros ou algo pelo estilo.

Andrew Keen na Livraria da Vila
Loja: Lorena
Endereço: Alameda Lorena, 1731, Jardins, São Paulo
Informações: 3062-1063
Data: 14/9, segunda-feira
Horário: às 19h30
Entrada franca. Sujeito a lotação do auditório.



Escrito por Fernando Baia às 16h51
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LIVROS - O CULTO DO AMADOR

Seria, para dizer o mínimo, incoerente se um blog bebê como o Clareando se pusesse a atacar seus irmãos, os outros blogs. Felizmente não é isso que vocês seis lerão nesse post, nem no livro de Andrew Keen, aqueles que se dispuserem a conhecê-lo.

Uma coceira no fundo da memória diz que eu já ouvira e lera algo sobre o senhor Keen, mas, oficialmente, tomei conhecimento do dito cujo no, a maioria das vezes muito bom, Milênio. Jorge Pontual fez uma entrevista prá lá de interessante e, daí para capitular e comprar o livro, não demorei muito.

Keen é, sem a menor dúvida, um provocador inteligente, o que já cobre mais que a metade do caminho, e seu argumento é óbvio para qualquer um que já tirou um tempo para pensar no assunto: a web 2.0 representada, entre outros, pelo twitter, facebook, my space e quejandos vem nivelando opinião e informação a conhecimento. Canhestro erro. Como exemplo máximo, o Wikipédia, uma razoável ferramenta de busca, para iniciar as pesquisas; jamais um fim em si mesmo, como alguns incautos acreditam de forma pia.

Ele mesmo um adepto de tecnologia (GEEK?) e oriundo da “primeira corrida do ouro tecnológica”, no Vale do Silício, Keen esgrime outro argumento simples: não é possível nivelar um scholar que dedicou várias décadas de sua vida a pensar um assunto em profundidade a um guri de quinze em processo de complemento de sua alfabetização.

No caso da mídia, isso significa uma proliferação de veículos sem nenhuma profundidade, mas que, doravante passam a constar na “base de dados” e, então, são citados sem nenhuma pesquisa comprobatória nos “Trabalhos de Conclusão de Curso”, cada vez mais ralos e dispensáveis. No campo que me é mais familiar, a educação, acho que significa algo muito parecido, embora eu ainda esteja digerindo o livro; quando terminar o processo, comento.

Como esse post está atrasado duas semanas, escrevo ás portas da chegada de Keen ao Brasil. O sujeito fala na Bienal do Livro no Rio, amanhã, ás 17 horas, junto com Caio Túlio Costa. Na segunda feira, noite de autógrafos, na Livraria da Vila (SP- Fradique Coutinho). A conferir.

 

Blog do Milênio (entrevista).

Veja aqui “entrevista reversa” (Keen entrevista Jorge Pontual).



Escrito por Fernando Baia às 10h14
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