DOCUMENTÁRIOS
O post que eu gostaria de ter escrito sobre a atual safra de documentários saiu em forma de artigo no jornal O Povo, de Fortaleza, no último dia 21 de julho. O autor, Armando Praça, acertou na mosca ao propor o “diagnóstico”. Falta agora comentar sobre os outros documentários que abordam figuras de outras áreas como Paulo Francis, Antônio Callado, Paulo Gracindo e outros. Com as portas abertas do Canal Brasil e do GNT.Doc tenho me deliciado. Falamos no assunto; fiquem abaixo com o artigo do Praça. DOC MUSICAL Nunca na história do cinema brasileiro se produziu tantos documentários sobre músicos como nos últimos anos. As explicações para a proliferação desses títulos vão desde maiores facilidades técnicas na captação das imagens até melhores possibilidades na restauração destas, passando ainda por questões mercadológicas.
Para os produtores, há a garantia de levar aos cinemas o público cativo de um artista e para a indústria fonográfica, que atravessa sua pior crise, essa é uma forma de ampliar sua esfera de atuação, divulgando artistas muitas vezes esquecidos para novas gerações, que saem dos cinemas ávidos por consumir suas obras. A lista é imensa e me atento somente aos longas-metragens: Loki, sobre o mutante Arnaldo Baptista e Simonal - Ninguém Sabe o Duro que Dei, sobre Wilson Simonal, em cartaz, são exemplos. O Homem que Engarrafava Nuvens, sobre Humberto Teixeira e Um Homem de Moral, sobre Paulo Vanzolini, estão percorrendo festivais. Além de Mamonas Assassinas - O Documentário, do grupo de Guarulhos e Herbert de Perto, sobre o líder dos Paralamas do Sucesso, anunciado para breve. Nas locadoras é possível encontrar Música é Perfume e Pedrinha de Aruanda, ambos sobre Maria Bethânia; Cartola, sobre o sambista, A Vida Até Parece Uma Festa, que fala dos Titãs, Nelson Freire, sobre o pianista homônimo, O Mistério do Samba, sobre a Velha Guarda da Portela, Meu Tempo é Hoje, sobre Paulinho da Viola, Vinícius, a respeito do poeta compositor e as séries documentais lançadas originalmente na TV sobre Chico Buarque, Elis Regina e Rita Lee e uma ficcional sobre Maysa.
Finalizados, porém ainda não lançados nos cinemas em Fortaleza existem Coração Vagabundo, sobre Caetano Veloso, Waldick – Sempre no Meu Coração, sobre o ícone da música brega e em produção há Olho Nu, sobre Ney Matogrosso.
O sucesso desses produtos é tanto que até os DVDs de música têm aderido à tendência, deixando de ser meros registros de shows para ganharem ares de documentário. Esse é o caso dos últimos lançamentos das recordistas de vendas Marisa Monte e Ivete Sangalo, Infinito ao Meu Redor e Pode Entrar, respectivamente.
Os interessados no novo “gênero” podem pesquisar os precursores Banana is My Business, sobre Carmem Miranda e Um Certo Dorival Caymmi, e os pioneiros Bethânia Bem de Perto e Os Doces Bárbaros, com o show que reuniu Gil, Gal, Caetano e Bethânia em 1976, todos disponíveis em DVD.
Em geral, os filmes se detêm sobre o talento e as trajetórias profissionais e pessoais dos retratados, muitas vezes ressaltando tragédias pessoais por trás das obras, mas para além de alguns apelos e das questões comerciais que estão e devem estar por trás desses lançamentos é inquestionável a importância deles no resgate da memória, das imagens de arquivo e da importância de alguns artistas. Ainda vale ressaltar que à revelia da linguagem documental adotada e da relevância estética e estilística de cada filme, é impressionante a força com que eles batem nas telas, impregnados da imensa carga emotiva que a música agrega às imagens. Que venham mais! O Povo, Fortaleza, 21 de julho de 2009
Escrito por Fernando Baia às 15h55
[]
[envie esta mensagem]
[link]

|