ÁGUA NA BOCA
Vocês seis ficam com um trecho – para aguçar vossas vontades – do livro do Bill Buford, Calor. Se tudo correr a contento, no feriado essa pobre alma que vos tecla postará um comentário sobre o referido livro e mais Banquete, de Roy Strong, livros, por assim dizer, comestíveis. “Depois comi dois tipos de macarrão. Um foi tortellini, pequenos e complicados nós de massa, com um misterioso recheio de carne. O outro foram raviolis gigantescos, notáveis por sua leveza. Eu jamais comera algo semelhante. Eram preparados com manteiga e mel e recheados com abóbora, e de tal modo que ao mordê-los experimentava-se uma explosão de sabor. A abóbora, assada e misturada com queijo parmesão, era como um bocado de outono: o equivalente a acordar e descobrir através da janela que as folhas das árvores haviam mudado de cor. O prato chamava-se tortelli de zucca (zucca significa abóbora) e era tão memorável que me levou a tentar descobrir de onde vinha”. Ainda por cima, quem ler o livro verá que o sujeito dá uma – ou várias – aulas de como fazer jornalismo literário ou livro reportagem ou seja lá que nome isso tenha. É bom!
Escrito por Fernando Baia às 23h09
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TILL THE END OF THE ROAD

FOTO: EXAMINER Um dia estranho num Principado estranho (e belo, claro!). As melhores palavras são do José Nilton Dalcim - o homem entende tudo e mais um pouco de tênis – “O suíço continua genial, capaz de disparar lances de plasticidade inigualável, mas Michael Chang bem dizia: um belo ponto só vale um ponto”. A imagem, como sempre, fala por si e, generosamente, permite as mais variadas interpretações.
Escrito por Fernando Baia às 20h54
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