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Clareando Idéias
 


ALGUMAS PALAVRAS - GEORGE STEINER

“Professor há meio século, tendo dado aulas em muitos países e sistemas de ensino superior, descubro-me cada vez mais inseguro quanto à legitimidade desta “profissão” e quanto aos pressupostos que lhes são subjacentes. Escrevo a palavra entre aspas para assinalar suas complexas raízes, seus antecedentes religiosos e ideológicos. A profissão de “professor”, termo este um tanto vago, inclui todas as nuances imagináveis que vão desde uma vida de rotina sem encanto a um exaltado sentido de vocação. Contém inúmeras tipologias que incluem desde o pedagogo destruidor de almas ao Mestre carismático. Imersos que estamos em formas quase inumeráveis de ensino – elementar, técnico, científico, humanista, moral, filosófico -, raramente paramos para pensar no que é essa magia de transmissão, nos seus recursos nem sempre legítimos, no que, à falta de definição mais precisa, eu chamaria de mistério da coisa. O que dá a um homem ou a uma mulher o poder de ensinar a um outro ser humano, de onde provém essa autoridade? Por outro lado, quais são algumas das principais categorias de respostas por parte de quem é ensinado?  Estas perguntas, que deixavam perplexo Santo Agostinho permanecem sem respostas no clima libertário de nossos dias”.

 

(Da introdução de Lições dos Mestres, George Steiner. Mais uma da série de Conferências Charles Norton, da Universidade de Harvard, editada em livro). 



Escrito por Fernando Baia às 11h57
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DOS MESQUITA - ANDY WARHOL

Andy Warhol entra na minha categoria “Corinthians”, a saber, coisas sobre as quais não é possível ser indiferente. Gênio para uns, charlatão para outros tantos, Warhol entrou mesmo para a história com sua “visão profética” dos quinze minutos de fama a que todos teriam direito no futuro. Quer dizer, anunciou a “Era das Celebridades” com uns quarenta ou cinqüenta anos de antecedência.

 Em uma resenha prá lá de interessante no Jornal dos Mesquita, edição dominical, Richard Dorment comenta o último estudo sobre o “papa do pop”. Só pela questão central - de que forma a arte se diferencia de outras mercadorias – já vale a vista, na resenha e, por que não, no livro.

Aqui, link para a resenha completa. A foto, eu emprestei do “humamdrama2”.

 



Escrito por Fernando Baia às 11h44
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FILME - O SOLISTA (TRAILER)

Finalmente um filme adulto estréia na Freguesia. Porque nem só de 2012 pode viver o cinema, certo?

Ah, Robert Downey Jr. vale o ingresso, embora Jamie Foxx tente roubar o filme. A conferir.

 



Escrito por Fernando Baia às 00h54
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LIVROS E SEUS LEITORES

Foto: Tripadvisor 

Livros e seus leitores têm seu encontro marcado. Falo daquele momento mágico quando se reencontra o exemplar lido há tantos anos atrás, emprestado (da Biblioteca Pública, por um parente)e ele finalmente se torna seu. Há dias, Por que ler os clássicos, do nunca suficientemente citado Ítalo Calvino, ganhou lugar de honra na biblioteca aqui de casa. Com capa original, foi uma conquista muito comemorada.

Infelizmente, na história de relacionamentos entre livros e leitores existem finais infelizes. O Aldir Blanc escreveu maravilhosamente sobre isso, mas eu não me lembro do livro que o mais “gente fina” dos vascaínos passou a vida a buscar sem encontrar.

No caso dessa pobre alma que vos tecla, O mestre e margarida, de Mikhail Bulgákov caminha para ser o caso de amor literário não correspondido. Bem entendido, como leitor exigente não quero qualquer edição, em qualquer língua – a Amazon tem vários exemplares em inglês – precisa ser em português, edição Ars Poética, capa com mulher deitada languidamente sobre um sofá (divã?), seios à mostra, vergonhas não. Trata-se evidentemente de reprodução de uma pintura, a qual esse miserável desatento não lembra o autor. Li pelo menos três vezes durante a faculdade e, juro, sou capaz de lembrar de memória passagens inteiras da descrição de Jerusalém ao tempo de Yeshua e Pontius Pilatus, bem como a reprodução de uma carta do autor ao “camarada” Stálin.

 Outro capítulo na história de livros e leitores são os livros os quais  perdemos o prazo para ler. Meu exemplo preferido, cabeça a cabeça com On the Road, de Kerouac, é O apanhador no campo de centeio, de J.D. Salinger. Quem não leu isso em tenra idade, com os hormônios em estado de erupção semelhante ao Vesúvio quando da destruição de Pompéia e Herculano, certamente irá identificar-se mais com Abandonada no Campo de Centeio, a resposta vagamente caça-níquel de uma das namoradas do autor. A misoginia e pretensão de Salinger são expostas até o osso por Joyce Maynard.

A exemplo dos filmes, os livros e autores datam miseravelmente. Até hoje me pergunto o que vi em O Feitiço de Áquila, fora a Michelle Pfeiffer, claro. O que é aquela música eletrônica e sintetizada na Baixa Idade Média, Deus, Senhor meu e de todos os desgraçados? Da mesma forma, aquele autor que você jurava por todas as divindades pagãs que detinha as respostas para todas suas dúvidas, existenciais ou não, datou irreversivelmente e, hoje, contenta-se em escrever platitudes nos jornais.

Por outro lado, que grande prazer reler mais de vinte após a primeira vez, Incidente em Antares, de Érico Veríssimo e confirmar que ele continua sendo um imenso e preciso painel dos acontecimentos dos assim ditos Anos de Chumbo, no Brasil da ditadura de Médici e da tortura nos porões. A permanência do livro se deve, nessa modesta opinião que vos tecla, a maestria misturada com a linguagem não pretensiosa de Érico. Aliás, parece ser uma característica dos Veríssimos, dizer as coisas mais graves sem abrir mão da leveza.

Nas últimas semanas, certamente muito influenciado pelas matérias televisivas que aludem aos vinte da queda do Muro de Berlim, tenho me encontrado discreta e literariamente com uma das minhas bússolas intelectuais dos anos de Guerra Fria, Herr Günter Grass, conhecido sobretudo por O Tambor, livro e filme, esse dirigido por outro grande, Volker Schlondorff.  

Grass escreve de forma grave e caudalosa - não confundir com pesado e paquidérmico - mas o que me tem reencantado é a profundidade na construção do romance, da narrativa misturando estratégias literárias com as artes daquela velha e devassa senhora, a História. A disposição para pesquisar parece não fazer mais parte do cardápio dos escritores nos tristes dias que seguem. Além dos últimos livros, de memórias pessoais e da sociedade que o cerca, Grass tem tijolos como A Ratazana e O Linguado, idéias excelentes e resultados desiguais, nunca desprezíveis. Não sei se Grass pode ser “descoberto” nesses “tempos interessantes” - mas rápidos demais para o meu gosto - em que vivemos. Quem saberá dizer?



Escrito por Fernando Baia às 21h05
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DICA DE BLOGS - CORISCOS

Quando o tempo não era artigo tão escasso, costumava descobrir pérolas – sem ironia – em blogs portugueses, muitos no blogspot. Eis que, lendo alguma coisa sobre No Teu Deserto, me deparo com Coriscos. Como muitos dos blogs cuja ênfase – longe de ser assunto único – é a literatura, o Coriscos não tem muitos acessos, mas é garantia de momentos muitos prazerosos.

Além dos textos, destaco a beleza das fotos usadas como ilustração dos posts e as dicas de música. O som abaixo é de uma banda portuguesa – Madame Godard – cujo experimentalismo lembra o Beirut (Elephant’s Gun, tema da minissérie Capitu, lembram?). Como o Marcão certamente diria, não vai revolucionar a forma de ouvir e fazer música no planeta, mas é divertido.

Vídeo descaradamente sugado de Coriscos ( a autora, Helena Teixeira da Silva, tem ainda outros blogs; só vi e gostei de ENTREVIDAS, uma série de entrevistas com personalidades portuguesas. Vale a vista, como escreveria a Naomi.

 

 



Escrito por Fernando Baia às 20h45
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DOCUMENTÁRIO - JARED DIAMOND

Alguns posts atrás mencionamos a entrevista, em duas partes, de Jared Diamond ao Milênio. Autor de vários livros, os mais famosos e divulgados são Armas, Germes e Aço e Colapso, Diamond, vocês sabem, pesquisa as transformações vividas ao longo do tempo pelas sociedades. Abaixo, um parte de seu documentário “Guns, Germs and Steel”. Aqui, dica do Rodrigo Lombardi, página que dá acesso aos mais variados documentários. Incluindo o supra citado, na íntegra (ver Anthropology).

 

 



Escrito por Fernando Baia às 12h24
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MÚSICA - SIMPLESMENTE CHET

Isso vai parecer mais twitter que post; desculpas antecipadas. Essa música está tocando no canal digital, nessa manhã surpreendentemente agradável porque calma.

Outro dia o Marcão Bernardi falava sobre jazz e foi inevitável lembrar o começo e o fim de Mr. Chet Baker. Hoje só quero lembrar o começo. O vídeo (by you tube) não é para ser visto e sim para ser ouvido. Procure o original; presenteie a si mesmo com a vós absurdamente cristalina de Chet, bem antes que o planeta o perdesse para a heroína. Abaixo do vídeo, a letra. Também absurdamente simples como as melhores coisas devem ser.

Não, definitivamente eu não saberia twittar (?).

 

Hide your heart from sight, lock your dreams at night
It could happen to you
Don't count stars or you might stumble
Someone drops a sigh and down you tumble

Keep an eye on spring, run when church bells ring
It could happen to you
All I did was wonder how your arms would be
And it happened to me

Keep an eye on spring, run when church bells ring
It could happen to you
All I did was wonder how your arms would be
And it happened to me



Escrito por Fernando Baia às 12h06
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MÚSICA COUNTING CROWS

Trilha sonora perfeita para o Pilates. Aqui, link pra homepage dos caras. Interessante.

Retomo os posts nas próximas horas. Enjoy it.

 

 



Escrito por Fernando Baia às 23h48
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LIVROS - NO TEU DESERTO

FOTO: Caras (edição portuguesa) 

Eu já conhecia Miguel Sousa Tavares de Rio das Flores, livro que, em seus melhores momentos, me trouxe uma baita saudade da minha descoberta de Érico Veríssimo, se bem que, comparações com a família superlativo soam a sacrilégio.

Eis que, não sei se do Jornal dos Mesquita ou de outro canto qualquer, brota resenha mais que honrosa sobre o último Sousa Tavares, No Teu Deserto. O que me pegou pelo estômago foi o fato da história ser autobiográfica e, claro, passar-se na África, mais especificamente no mais delirante de todos os desertos que povoaram minha infância, o Saara.

A caminho de devorá-lo deixo duas pepitas para atiçar as lombrigas dos mais incautos. O livro abre com Fernando Pessoa:

“No lugar dos palácios desertos e em ruínas

À beira do mar,

Leiamos, sorrindo, os segredos das sinas

De quem sabe amar.

Qualquer que ele seja, o destino daqueles

Que o amor levou

Para a sombra, ou na luz se fez a sombra deles,

Qualquer fosse o vôo.

Por certo eles foram mais reais e felizes”.

E, na quarta capa, o nocaute:

“O deserto é nada e silêncio, e por isso também é mistério, solidão e descoberta”.

Para quem ficou curioso, aqui a resenha (“cortesia da Livraria dos Herz).



Escrito por Fernando Baia às 21h41
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JARED DIAMOND

foto: CARNERGIE MELLON UNIVERSITY

Passei o dia sem conseguir postar. Dentro de instantes – ás 23h30 para ser exato – um programa pra lá de especial, o Milênio, com o biólogo-evolucionista Jared Diamond e sua visão não ortodoxa da História a partir dos germes. Amanhã reprise ás 11h30 e ás 17h30. Vale a vista. Depois comento.



Escrito por Fernando Baia às 22h53
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NOBEL DE LITERATURA 2009

FOTO: BLOG DO FESTIVAL DE LITARATURA DE EIFEL-ALEMANHA (2OO8)

O Prêmio Nobel de Literatura é, no mínimo, curioso e, a maioria dos portais, nesse momento, atribui a premiação de Herta Müller a critérios políticos. Como a escritora - assim como Le Clezio no ano anterior - é pouquíssimo conhecida, até agora, que eu tenha visto, apenas o Sérgio Rodrigues, em seu blog Todo Prosa, mencionou um segundo livro dela publicado no Brasil, O homem é um grande faisão sobre a Terra. A maioria dos sítios cita apenas O compromisso, publicado pela Globo, em 2004.

Aqui, vocês ficam com o post do Rodrigues.

Fiquem à vontade para comentar mais essa premiação inusitada.

Republicado ás 15h00

P.S.: Apesar de publicado em português, O homem é um grande faisão sobre a Terra, saiu pela Livros Cotovia, uma pequena Editora portuguesa, ô pá! Correção feita.



Escrito por Fernando Baia às 13h05
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ERRATA - A VOLTA À JANELA

Reparei no dia, mas só hoje deu para consertar. Os seis fiéis leitores (cinco?) não me corrigiram por caridade cristã. o fato é que, por sono, por antipatia ao bufão venezuelano ou qualquer outra coisa, esse blogueiro errou o nome do presidente deposto por golpe em Honduras. Onde vocês leram Hugo Zelaya, a pobre alma que vos escreve  quis dizer, é claro Manuel Zelaya. Como desculpas, vocês ficam com um parágrafo e o link para o editorial do Mino, na CartaCapital.

“O tempo passa, e o pessoal não arreda pé do seu ideário. Ninguém se queixa se o monstruoso desequilíbrio social permanece e se o governo Lula fez pouco para avançar na direção de uma igualdade, indispensável, aliás, à realização de um capitalismo sadio e regrado. Enfurecem-se, porém, se o chanceler Celso Amorim autoriza nossa representação em Honduras a hospedar a vítima do golpe. E se Zelaya for amigo de Hugo Chávez, e se ele próprio curtir um sonho bolivariano, o que isso muda?”

ZELAYA NA EMBAIXADA BRASILEIRA, AO LADO DA MULHER, XIOMARA CASTRO. FOTO: JORNAL DOS MESQUITA



Escrito por Fernando Baia às 20h38
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A VOLTA À JANELA

Nem sempre uma idéia fantástica leva a um bom filme. Ou isso, ou meu horror a qualquer tipo de mutilação física, mas sobretudo àquelas  relacionadas aos órgãos genitais – masculino ou feminino indistintamente – afastam-me incondicionalmente do último Von Trier.

Acreditem, em artigo na edição de hoje no Jornal dos Mesquita, Sérgio Telles misturou tantas coisas que eu gosto em sua análise do filme que o trapezista sem rede quase saiu da toca; todavia, o bom senso falou mais alto: toda a polêmica de Cannes, as poucas cenas vistas e, mais importante, uma entrevista em que tive a nítida impressão que Lars Von Trier caminha a passos largos para o caminho da paranóia – uma vez que na mistificação ele já chegou faz tempo – ativaram todos os meus alarmes íntimos. Não, não. No fundo é sempre mais do mesmo. Non, merci.

O artigo de Telles – ver seus livros O Psicanalista vai ao cinema I e II – vale a vista. Mitos de organização de sociedade arcaicos, rituais de bruxaria medievais e o Willem Dafoe, em outros tempos valeriam duas visitas ao cinema. Envelheço.

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Ainda da lavra do Caderno de Cultura dos Mesquita, indicação-resenha de Zé Maria Mayrink, Os Primeiros Judeus em São Paulo, de Paulo Valadares, Guilherme Faigueboin e Niels Andreas, tem, num primeiro momento, todos os ingredientes pra que eu saia correndo: o título evoca o pior dos defeitos, a saber, o gosto pelo detalhe milimétrico e outro vícios atuais dessa velha e devassa senhora, a História.

A julgar pela resenha, profundo engano, fruto de leitura superficial. Partindo do micro – cemitério da Vila Mariana, vida de comunidade de imigrantes – os autores lançam as vistas sobre o longo processo do exílio dos judeus no antigo império czarista e a saída após o início dos pogroms (ataques sistemáticos, ao quais além da violência física, atingiam as pequenas propriedades), a partir de 1880.

Os novos lançamentos dessa área, com as honrosas exceções, carecem do risco, do olhar que, sem perder a noção dos limites da aldeia que se quer explicar, consegue situá-la num universo mais amplo. Parece que as universidades, no entanto, contentam-se em formar burocratas, não importa seu campo de atuação. Pra quem tenta entender o funcionamento das sociedades utilizando as ferramentas das ciências humanas, acomodação é pecado mortal.

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Se fosse constrangido, por ameaça física, a falar sobre os últimos sete anos do Governo Federal e, debaixo de intensa ameaça, a escolher um fato positivo perpetrado pelos atuais “donos do poder”, sem titubear um segundo sequer, escolheria a agenda das relações exteriores. O estreitamento de relações com áreas vitais para se entender a “formação do Brasil”, criou na imprensa espaços impensáveis há pouco tempo atrás. Depois do blog “Pé na África”, o “Portal dos Frias” – onde, vocês sabem, esse blog bebê está hospedado – criou o espaço “Raul na China”.

Ao contrário do que a facção bem pensante sempre pregou – e chiou quando da atual aproximação com a África, comparando-a com outra ofensiva, essa no tempo dos militares – a diplomacia não se faz apenas no circuito “Elizabeth Arden” das embaixadas no primeiro mundo (não se usa mais essa expressão, meu filho!). Certo, um amontoado de gafes, frutos do duplo, ás vezes triplo comando no Itamaraty, foram cometidas. Daí, a dar crédito às vozes de sempre que se ergueram profundamente indignadas com “a quebra da posição histórica de não-intervenção do Brasil nessas questões”, por ocasião do asilo político dado ao presidente deposto de Honduras, Hugo Zelaya,  é querer fazer da postura de um partido a posição oficial da diplomacia brasileira desde os tempos do Barão do Rio Branco. Deve haver limites até para as falsificações históricas, que, de resto, nunca estiveram tão em moda.

E, por favor, que ninguém venha evocar o bufão de ópera de quinta categoria, Hugo Chaves, para justificar a postura “murista” tão defendida pelos mesmos de sempre.

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No post abaixo, para começar bem a semana ou terminar muito bem o domingo, momento antológico Muppet Show.



Escrito por Fernando Baia às 23h00
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MÚSICA - GOODBYE YELLOW BRICKROAD



Escrito por Fernando Baia às 22h59
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FOTOGRAFIA - WALKER EVANS

artblart.wordpress.com

Vai perder a exposição que abriu hoje, no MASP, para convidados e fica até janeiro de 2010, com mais de 100 fotos de Walker Evans, o sujeito que registrou em imagens A Grande Depressão Americana? Pois é, nem eu!

Aqui, matéria completa no Jornal dos Mesquita. E aqui, pequena amostra do trabalho do cara. (Art Blart).



Escrito por Fernando Baia às 22h57
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